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FUNDAÇÃO DE ISAAC ASIMOV - Uma obra de Sci-Fi sobre conflitos políticos recheada de reviravoltas.

Atualizado: 5 de jul. de 2022

RESENHA- FUNDAÇÃO ( LIVRO 1)


“As estrelas podem não mudar mesmo em séculos, mas fronteiras políticas são fluidas demais.”

Classificado como um dos principais escritores de ficção científica, Asimov nasceu na Rússia em 1920, contudo sua família se mudou para os Estados Unidos quando tinha apenas três anos. Se tornou famoso pelas séries Fundação e Robôs, além de um de seus livros intitulado Eu, Robô, ter ganho uma adaptação para os cinemas em 2004, sendo protagonizado por nosso amado Will Smith.


Aos 14 anos Asimov publicou sua primeira história em um jornal de colégio, e em 1935 iniciou seus estudos em Química na Universidade de Colúmbia. Quando concluiu a graduação, no mesmo ano vendeu seu primeiro conto para a Amazing Stories, tudo isso aconteceu em 1939.


No período da Segunda Guerra Mundial, Isaac serviu como químico, na Estação Experimental Aeronaval na Filadélfia. Doutorando em Bioquímica no ano de 1948, Asimov se tornou professor assistente na Escola de Medicina da Universidade de Boston.


Asimov conquistou muitos leitores por sua linguagem simples, e seu marcante senso de humor. Graças ao seu linguajar, o público imperito passou a ter acesso às descobertas científicas.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES



Com toda certeza esse autor entrará na minha lista de autores favoritos, a escrita fluida e envolvente são algumas das principais características deste livro. Sempre tive um certo receito em ler Sci-Fi, mas após Fundação a minha curiosidade pelo gênero só aumentou.


Neste primeiro livro nos é apresentado o evento que abalará toda a galáxia, a queda do Império que possui 12 mil anos. Apesar de parecer ter sua total grandeza e poder, o Império está em um declínio, lento e gradual. E, no final, culminará com uma regressão violenta da sociedade e a suposta destruição do conhecimento. Hari Seldon, o mais importante psico-historiador do Império tem um plano para preservar todo o conhecimento adquirido, sendo o mesmo que prevê a futura Era de barbárie, todavia poderá a humanidade seguir um padrão científico?

“Entretanto, a queda do Império, cavalheiros, é uma coisa sólida e não será fácil evitá-la. Ela é ditada por uma burocracia em ascensão, um dinamismo em declínio, um congelamento de castas, um represamento da curiosidade... e uma centena de outros fatores.”

Asimov nos envolve de modo rápido à narrativa, a estrutura da história por si só já é bem dinâmica; uma “fix up novel”, criada a partir da união de vários contos.


O autor tem uma maneira divertida e cativante de revelar os famosos “plot twists”. É sério, o tempo inteiro existem reviravoltas que te deixam de coração acelerado. Apesar de ser todo envolta de tramas políticas, acredite em mim quando digo que; em momento nenhum o livro fica entediante.


Talvez o único ponto negativo desse livro, seja o fato de que não podemos nos apegar aos personagens. Como eu disse anteriormente a estrutura da história é bem dinâmica, a razão disso é que cada capítulo se trata de momentos distintos desse universo. O padrão de personagens não é consistente, então temos sempre personagens novos para cada período da história.


O único “personagem” que você deve se preocupar durante todo o livro é a Fundação, pois a narrativa depende exclusivamente dela. Contudo, não posso deixar de dizer que Hari Seldon com sua psico-história e poder de argumentação, Salvor Hardin e sua aptidão para liderança ou Hober Mallow com seu carisma junto de seus colegas mercadores; não nos deixem querendo por mais momentos dessas figuras.

Essa trilogia não é considerada a obra prima de Asimov atoa, publicado entre 1942-1943 Fundação inspirou e ajudou a definir o gênero de Ficção-Cientifica.

“Nunca deixe seu senso moral impedir você de fazer o que é certo!”

É interessante ler como a sociedade tenta se reconstruir por meio da religião e do comércio. Em Fundação você se sente parte da manipulação e das mentiras, ainda por cima em alguns momentos torcemos para que o lado manipulador vença. A religião sendo usada como massa de manobra e o comércio com sua obsolescência programada que nada mais é; a decisão do produtor propositalmente desenvolver, fabricar, distribuir e vender um produto para consumo de forma que se torne obsoleto ou não funcional especificamente para forçar o consumidor a comprar a nova geração do produto.


A história deixa claro logo no começo que não devemos nos preocupar com indivíduos, mas sim com a humanidade como um todo. Estamos envolvidos nas tramoias dos grandes lideres, e temos conhecimento que o futuro depende única e exclusivamente das crises que surgirão no decorrer da leitura.


Eu mais que recomendo essa obra, nada como desbravar novos gêneros literários e sentir o coração quentinho cheio de emoções proporcionadas pela leitura. Então, se você for ler prepare-se para muitas revelações, reviravoltas e uma trama política de tirar o fôlego.

“A violência é o último refugio do incompetente.”


Volto outro dia para uma resenha final quando terminar os outros dois livros, não sei o que esperar, mas estou ansiosa demais.

1 comentário


Marianna Costa
Marianna Costa
03 de nov. de 2020

amei essa resenha!! ♥️

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